05/06/2018 às 14:12 - Atualizado em 13/06/2018 às 13:31

Primeiro trimestre teve queda na demanda no setor hoteleiro

É o que aponta pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo

A pesquisa Sondagem com Empresários do Setor Hoteleiro de Turismo no Brasil, realizada trimestralmente pelo Diretoria de Estudos Econômicos e Pesquisas (Depes), do Ministério do Turismo (MTur) aponta que 43% das empresas do setor notaram queda (acentuada ou moderada) na demanda pelos serviços ofertados no primeiro trimestre de 2018. Para 28,1%, houve crescimento (moderado ou acentuado)

Os resultados da pesquisa indicam que houve estabilidade no número de empregados (55,1%) nas empresas do setor. Resultado semelhante pode ser observado para o faturamento, com 47,3% das empresas indicando queda (acentuada ou moderada) e 26,5% indicando aumento (moderado ou acentuado).

Sobre a perspectiva para os próximos seis meses, nota-se uma certa estabilidade para o número de empregados (de 55,1% para 57,4%), e uma leve redução da perspectiva de queda (acentuada ou moderada) com relação ao desempenho do trimestre observado (de 31,0% para 25,5%).

Quanto à demanda pelos serviços e o faturamento da empresa, nota-se perspectivas mais positivas (acentuada ou moderada) com 39,7% e 40,8% respectivamente. Ao analisar o desempenho dos destinos no primeiro trimestre de 2018 com relação ao mesmo período de anos anteriores, nota-se uma perspectiva eminentemente negativa, com indicativos de queda de desempenho nas três variáveis analisadas.

Ao analisar a perspectiva dos empresários para os próximos seis meses, pode-se observar uma inversão na percepção. Para as três variáveis analisadas, há um predomínio de percepções positivas. A perspectiva positiva dos empresários é também observada quando questionados sobre a pretensão de realização de investimentos nos próximos seis meses. A maioria dos empresários se manifestou positivamente quanto a realização de investimentos, sendo que 47,2% dos empresários indicaram que provavelmente realizarão investimentos, enquanto que outros 17% informaram que definitivamente realizarão investimentos.