04/11/2020 às 15:17 - Atualizado em 04/11/2020 às 17:32

Inflação dos alimentos atinge setor de hospedagem e alimentação

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O arroz e o feijão, itens básicos para a alimentação, tiveram um aumento médio no preço de 28% nos mercados brasileiros. A inflação, responsável por deixar os produtos mais caros, registrou alta de 0,94% no mês de outubro, sendo a maior taxa calculada desde 1995. 

Para o Banco Central (BC), esse choque inflacionário é decorrente da continuidade da alta de preços de alimentos e bens industriais, da elevação de preços das commodities e dos programas de transferência de renda. Sem data para a normalização, o setor de hospedagem e alimentação se preocupa com o desdobramento da situação. 

“Nosso segmento foi amplamente afetado pela pandemia da Covid-19. Agora, com a elevação dos percentuais voltados à inflação de alimentos, vemos que o empresário está passando por um momento delicado. Aos poucos, estamos conseguindo movimentar nossos estabelecimentos, entretanto, é notável que o aumento dos preços traz prejuízos a longo prazo”, informa Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA). 

De acordo com a reportagem do portal Época Negócios, o arroz teve um aumento de 51,72% de janeiro a outubro. O feijão carioca chegou a subir 21,15%; a farinha de trigo 13,76%; e o óleo de soja alcançou 65,08%. 

Além disso, na última terça-feira (3), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou outubro com uma taxa de inflação de 0,65%. Apesar da crise no setor, a classe de despesa voltada à alimentação saiu de 1,86% para 1,69%.

“Temos expectativas de que dias melhores virão. Estamos reconstruindo nosso caminho e, apesar de demorado, não mediremos esforços para tirarmos a corda do pescoço em relação aos déficits que tivemos de março até agora”, pontua Sampaio.