27/08/2019 às 15:04 - Atualizado em 27/08/2019 às 15:25

Disque Denúncia lança campanha para combater produtos contrabandeados

Foto: Divulgação

“Contrabando é crime e aumenta a violência que atinge você”. Com o objetivo de dar maior visibilidade ao tema e conscientizando quanto à relação entre contrabando e aumento da violência, o Disque Denúncia (2253-1177) lançou a campanha “Contrabando – Denuncie”.

Nos últimos três anos, a instituição registrou crescimento relevante no volume de informações sobre contrabando e falsificação de produtos. Por meio da campanha, o Disque Denúncia do Rio de Janeiro disponibiliza a sua central de atendimento para que a população denuncie pontos de vendas de produtos ilícitos, depósitos e fábricas clandestinas.

De acordo com a Receita Federal, entre os produtos mais apreendidos no estado, em 2018, estão o cigarro (29,7 milhões de unidades), vestuário (6,1 milhões de unidades) e eletrônicos (1,8 milhão de unidades). Segundo o Ibope, considerando apenas o cigarro, o Rio deixa de arrecadar R$ 373 milhões em impostos – e o mercado ilegal movimenta R$ 966 milhões. Com um maior número de informações recebidas, o Disque Denúncia conseguirá fornecer melhores dados à polícia, combatendo de forma mais eficaz o contrabando, quase sempre ligado a organizações criminosas.

Contrabando no Brasil e no Rio de Janeiro

O Disque Denúncia do Rio de Janeiro registrou, nos últimos três anos, 3.500 informações sobre falsificação e contrabando de produtos em geral. Nesse período, 1.132 denúncias cadastradas eram sobre os crimes de receptação, roubo, armazenamento, contrabando e falsificação de cigarros, sendo esse um dos principais produtos contrabandeados e falsificados, seguidos por roupas, calçados e artigos de vestuário, bem como produtos de informática, medicamentos e acessórios médicos. Vale recordar que, até bem pouco tempo, os CDs e DVDs lideravam as estatísticas.

No Brasil, 57% dos cigarros consumidos são fruto de contrabando, segundo pesquisa do Ibope (2019). Ou seja, são vendidos abaixo do preço mínimo de R$ 5,00 definido por lei, não possuem registro nem se submetem às normas da Anvisa, não pagam impostos e financiam o crime organizado. De acordo com estimativas da indústria, 79% do aumento do mercado ilegal de cigarros se concentraram em dez municípios: Rio de Janeiro, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Niterói, Belford Roxo, Campos dos Goytacazes, São João do Meriti, Itaboraí e Macaé.

De 2015 a 2018, o mercado ilegal desse produto no Rio cresceu 125% em volume, atingindo 5,1 bilhões de unidades de cigarros e 24 pontos percentuais em participação de mercado. E não são apenas ambulantes que vendem o produto: 78% do volume de cigarros ilegais são vendidos no varejo, principalmente em bares (51%), padarias (12%) e mercados/mercearias (7%).

A campanha

Para potencializar o impacto da mensagem “Contrabando é crime. E aumenta a violência que atinge você”, a campanha tem como peça principal um outdoor em que a palavra “você” (do slogan acima) aparece “escrita” a partir de tiros (realizados em um estande profissional, como toda a segurança e autorização necessárias), que atravessam a lona. O outdoor pode ser visto em Caxias, São João de Meriti e Niterói, além de uma versão com furos simulados em painel de plataforma na Pavuna (SuperVia).

A campanha também inclui spot de rádio, posts nas redes sociais do próprio Disque Denúncia e um videocase para veiculação online, que mostra a confecção do outdoor diferenciado, bem como dados alarmantes sobre o contrabando no Rio de Janeiro.